Boxe na Nicarágua: pugilistas recebem spray, ring girls com máscara e espectadores a cada um metro

Boxe na Nicarágua: pugilistas recebem spray, ring girls com máscara e espectadores a cada um metro

Segundo o promotor Rosendo Alvarez, ex-campeão mundial, motivo para o evento em Manágua é que "os boxeadores estão morrendo de fome"

Wilson Baldini Jr.

26 de abril de 2020 | 10h33

 

Um evento de boxe foi realizado neste sábado à noite, em Manágua, na Nicarágua, onde o presidente Daniel Ortega garante que apenas 11 casos foram confirmado, com três mortes, apesar da imprensa local garantir a existência de mais de 32 mil casos da covid-19 no país.

Todos os 16 lutadores em ação, treinadores, apresentadores, juízes e ringi girls usaram máscaras. Antes do início da luta os pugilistas foram borrifados com desinfetante e tiveram suas temperaturas medidas.

Aproximadamente 800 pessoas compareceram ao ginásio (o bilhete foi distribuído gratuitamente), que tem mais de oito mil lugares. Todos também foram “desinfetados” e tiveram suas temperaturas registradas. Eles se sentaram a um metro de distância cada um e no mínimo a dois metros do ringue.

“Os boxeadores nicaraguenses estão morrendo de fome. Eles não podem ficar trancados em casa. Nosso país é pobre. Aqui na Nicarágua não há quarentena”, afirmou o promotor Rosendo Alvarez, ex-campeão mundial em duas categorias.

O evento teve transmissão ao vivo da ESPN para vários países da América Latina. O resultado das lutas pouco importa.

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