“Derrota” na despedida não mancha a brilhante carreira de Popó

“Derrota” na despedida não mancha a brilhante carreira de Popó

Emocionado, Popó se despede do boxe após 27 anos de carreira

Wilson Baldini Jr.

13 Novembro 2017 | 00h55

 

Acelino Popó Freitas não teve a despedida que imaginava, sábado à noite, em Belém. Aos 42 anos, 12 a mais que o mexicano Gabriel “El Rey” Martinez, o tetracampeão mundial sentiu o período afastado dos ringues, a idade avançada, o excesso de peso, a falta de ritmo, a falta de noção de distância e correu o sério risco de ser nocauteado. Chegou até a cair no segundo assalto.

O cuidado excessivo do experiente juiz Antonio Bernardo, a diminuição de dez para oito roundes em disputa e a falta de categoria de Martinez, perdedor de nove em suas últimas 11 lutas, permitiram que o “Mão de Pedra” terminasse em pé para ouvir o veredicto favorável (e discutível) dos jurados. Os três foram unânimes: 76 a 73 e 75 a 74 (duas vezes).

Apesar de toda a apreensão durante os 24 minutos de combate, a “derrota” não vai manchar em absolutamente nada a brilhante carreira de Popó. Que de garoto pobre em Salvador virou um dos nomes mais importantes da nobre arte no início deste século.

Quando pensarem em Popó, os fãs do boxe com certeza não vão lembrar do gorduchinho, que subiu no ringue pela última vez no Pará. Todos vão querer rever os duelos fantásticos com Anatoly Alexandrov, Joel Casamayor, Jorge Barrios ou Zahir Raheem.

Parabéns, Popó! O segundo melhor boxeador brasileiro de todos os tempos. Sua história está escrita. Para o bem da nobre arte nacional.

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