Eder Jofre se torna tricampeão mundial, após reconhecimento do Conselho Mundial de Boxe

Eder Jofre se torna tricampeão mundial, após reconhecimento do Conselho Mundial de Boxe

Galo de Ouro é uma das personalidades da 57.ª convenção anual da principal organização do boxe internacional, em Cancún, no México

Wilson Baldini Jr.

23 de outubro de 2019 | 09h36

 

O Conselho Mundial de Boxe (CMB) reconheceu Eder Jofre como campeão mundial dos pesos galos, terça-feira à noite, durante convenção anual da entidade em Cancún, no México. Presente ao evento, levado por Andrea, sua filha, o eterno Galo de Ouro recebeu um cinturão especial e foi bastante aplaudido pelo público presente. Com isso, Eder, de 83 anos, considerado pela crítica especializada o maior peso galo da história do boxe, passa a ser dono de três títulos mundiais.

Após levantamento feito por Antonio Oliveira, genro de Eder Jofre, o Conselho Nacional de Boxe (CNB), por intermédio de sua presidente, Geysa Caryny, levou os documentos até o conhecimento de Mauricio Sulaiman, presidente do CMB, que concordou em conceder mais um cinturão para o ex-boxeador brasileiro.

Os títulos de Eder passam a ser: campeão dos galos pela Associação Mundial de Boxe (AMB) com a vitória sobre o mexicano Joe Medel, em 12 de setembro de 1962, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O segundo título, o do Conselho Mundial de Boxe (CMB) na categoria galo, foi obtido em Tóquio, no Japão, ao vencer Katsutoshi Aoki, em 1963.

O terceiro cinturão do lutador foi conquistado em 1973, nos pesos penas, quando o brasileiro derrotou o cubano naturalizado espanhol Jose Legra, por pontos, após 15 assaltos eletrizantes, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

Uma das lutas mais aguardadas de Eder Jofre foi realizada no Ibirapuera em 1962, diante do britânico Johny Caldwell. Mais de 20 mil pessoas vibraram com o triunfo do pugilista nacional frente ao então campeão europeu.

Em 1992, Eder Jofre teve seu nome incluído na terceira edição do Hall da Fama, em Canastota, Nova York. Cinco anos mais tarde, o brasileiro foi apontado como o nono melhor boxeador em todas as categorias pela tradicional revista norte-americana The Ring.

Após disputar a Olimpíada de Melbourne-1956, Eder lutou profissionalmente de 1957 a 1976. Seu cartel é de 81 lutas, com 75 vitórias (50 nocautes), 4 empates e 2 derrotas. Jamais foi nocauteado ou sofreu queda. /

Veja como foi a cerimônia.

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