Evander Holyfield x Riddick Bowe: 25 anos de uma das maiores trilogias do boxe

Evander Holyfield x Riddick Bowe: 25 anos de uma das maiores trilogias do boxe

Lutas aconteceram sempre em novembro e em Las Vegas - 1992, 1993 e 1995. Bowe venceu duas vezes e Holyfield conquistou uma vitória. Foram 32 rounds alucinantes

Wilson Baldini Jr.

04 de novembro de 2020 | 00h47

 

Evander Holyfield e Riddick Bowe protagonizaram uma das trilogias mais fantásticas da história do boxe. O fim de uma das maiores rivalidades da nobre arte completa 25 anos neste 4 de novembro.

O primeiro duelo foi 13 de novembro de 1992. Holyfield era o dono do cinturão unificado dos pesos pesados (Conselho Mundial, Associação Mundial e Federação Internacional de Boxe) desde de agosto de 1990, quando derrotou James Buster Douglas. E o favorito 7 por 5 na bolsa de apostas.

Mike Tyson estava preso em Indiana e Bowe surgia como o novo nome da principal categoria do boxe. Com 1,95 metro e 105 quilos, “Big Daddy” tinha 31 vitórias consecutivas e havia conquistado a medalha de prata na Olimpíada de Seul-1988.

Holyfield recebeu US$ 5 milhões e Bowe, US$ 3 milhões. O sistema pay per view vendeu 900 mil assinaturas.

Em um combate inesquecível, Bowe venceu por pontos, após 12 assaltos violentíssimos. Os jurados apontaram 115 a 112, 117 a 110 (duas vezes). Os pesos pesados tinham um novo campeão mundial.

Bowe disparou 711 golpes e acertou 357, enquanto Holyfield tentou 475 vezes e conectou 242 socos.

Em 6 de novembro de 1993, os dois voltaram a se enfrentar, desta vez no Caesars Palace, em Las Vegas. Bowe era o favorito 2,5 por 1. Os dois mais pesados: Holyfield com 98 quilos e Bowe com 111. Mas a disputa não foi menos sensacional. Até um torcedor caiu de pára-quedas no ringue durante o sétimo assalto, paralisando a luta por 21 minutos.

Holyfield devolveu a derrota na mesma moeda, mas com uma pontuação um pouco menor depois de outros 12 roundes magníficos e com direito a um empate: 115 a 113, 115 a 114 e 114 a 114.

A bolsa de Bowe foi de US$ 11 milhões, enquanto Holyfield ficou com US$ 9 milhões. Holyfield socou 514 vezes e acertou 253. Bowe devolveu 786 e conectou 353.

Las Vegas também foi o palco da terceira disputa, em 4 de novembro de 1995. Mais uma vez no ringue do Caesars Palace. Não havia título em jogo. Apenas a honra de terminar a trilogia em vantagem. E nem mesmo um filme de Hollywood poderia ter um fim tão emocionante.

Cada lutador recebeu US$ 8 milhões e Bowe era favorito na proporção 3 por 1. Os números da quantidade de golpes: Holyfield 256/154 e Bowe 524/252.

Os dois partiram para o ataque desde o início. Holyfield tinha a vantagem nas papeletas dos jurados (os três apontavam 66 a 65) e estava na iminência de nocautear Bowe no oitavo assalto, quando um contra-ataque espetacular mandou Holyfield para a lona.

Duas décadas e meia depois, Holyfield e Bowe são grandes amigos. Os dois brincam com as datas pelas redes sociais.

Holyfield fez tudo que poderia fazer entre os pesos pesados e lutou até 2011. Bowe não teve o mesmo êxito. Só teve bom desempenho até 1996, quando tinha apenas 29 anos. Problemas pessoais e de saúde abreviaram sua carreira. Uma pena.

Mas a trilogia Holyfield x Bowe tem seu lugar de destaque garantido na história do boxe. E um detalhe: os dois são grandes amigos.

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