Faz tempo que o COI quer diminuir a participação do boxe nas olimpíadas

Faz tempo que o COI quer diminuir a participação do boxe nas olimpíadas

Saída do boxe permite para a entidade introduzir modalidades mais "modernas e jovens" nos Jogos

Wilson Baldini Jr.

07 Fevereiro 2018 | 09h28

crédito: Divulgação/AIBA

 

O boxe é um esporte que distribui 64 medalhas nas 10 categorias disputados no masculino e nas três do feminino. Cerca de 300 boxeadores disputam os Jogos de quatro em quatro anos. Por tudo isso, o boxe é uma modalidade visada há tempo pelo Comite Olímpico Internacional (COI) para ter sua participação diminuída nas próximas olimpíadas. A entidade estuda a introdução de modalidades mais “modernas e jovens” nas próximas edições dos Jogos.

O caso de Gafur Rakhimov, além de ser imoral, é um bom pretexto para Thomas Bach, presidente do COI. Quem perde com isso é um esporte tradicional, que já revelou desde 1904 mitos como Muhammad Ali.

A possível saída do boxe nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 surpreendeu e deixou preocupados algumas das referências do esporte no Brasil. “Se isso acontecer, é muito triste. Muitos atletas sonham em disputar os Jogos Olímpicos e se preparam há muito tempo para isso”, disse Esquiva Falcão, medalha de prata em Londres-2012 e possível desafiante ao título mundial profissional na categoria dos pesos médios em julho.

“Temos de ter uma grande mudança no comando do boxe olímpico. Eles pensam que são os donos e fazem o que querem. A grande estrela do esporte é o atleta e os dirigentes não valorizam. A maioria deles cai de pára-quedas nas entidades”, afirmou Luiz Dórea, ex-técnico de Acelino Popó Freitas e que trabalha atualmente com Robson Conceição, campeã olímpico na Olimpíada do Rio-2016.

 

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