Há 25 anos, Mike Tyson deixava a prisão após cumprir pena de três anos por estupro

Há 25 anos, Mike Tyson deixava a prisão após cumprir pena de três anos por estupro

Convertido ao islamismo, ex-campeão foi recepcionado pelo empresário Don King e pelo lendário Muhammad Ali. Voltou a lutar após cinco meses

Wilson Baldini Jr.

25 de março de 2020 | 08h37

 

O ex-campeão mundial dos peso-pesados Mike Tyson deixou na manhã de 25 de março de 1995 o “Indiana Youth Center”, presídio no qual permaneceu 1.095 dias.

Acusado de estupro pela modelo Desiree Washington, candidata à Miss América Negra em 1991, o pugilista foi condenado inicialmente a seis anos de prisão, em 1992. Após ter cumprido metade da pena, Tyson foi liberado por bom comportamento.

O boxeador ficará quatro anos sob liberdade condicional e terá que prestar 400 horas de serviços comunitários, informou George Walker, oficial responsável pela liberdade condicional do Condado de Marion, .

Uma das pessoas na recepção do presídio foi o empresário Don King, que o colocou em um carro e o levou a uma mesquita rezar e agradecer pela sua liberdade, acompanhado pelo ex-campeão Muhammad Ali. Tyson se converteu ao islamismo durante o período na cadeia.

“O mais importante é que Tyson está livre depois de ter sido condenado injustamente por um crime que não cometeu”, afirmou Don King, que cuidou das lutas do Iron Man até 1997.

Aos 28 anos, Tyson teve a oportunidade de reconstruir sua fortuna, dilapidada nos últimos anos em gastos com advogados. A expectativa era de que o ex-campeão pudesse enfrentar o veterano George Foreman, então dono do cinturão, mas essa luta jamais ocorreu.

Apesar de ter se exercitado na prisão, Tyson perdeu mais de 15 quilos. Entrou em 11, 13 quilos e saiu com 95,9 quilos. Precisava de um tempo para readquirir os reflexos. Tyson voltaria a lutar em agosto, diante do desconhecido Peter McNeeley, a quem venceu no primeiro assalto. Lutou de novo em dezembro, quando precisou de quatro roundes para bater Buster Mathis Jr.. Reconquistou o cinturão do CMB em março de 1996, ao bater Frank Bruno no terceiro assalto. Ganhou o título da AMB, quando ganhou de Bruce Seldon no primeiro assalto, em setembro.

De forma surpreendente perdeu para Evander Holyfield, em novembro, por nocaute no 11.º round. Na revanche, em 1997, perdeu a credibilidade, ao morder as orelhas de Holyfield. Perdeu a licença para lutar e só voltou ao ringue em 1999.

Voltou a ter problemas com a polícia e retornou à cadeia por causa de uma briga de trânsito. Disputou mais uma vez o título, em 2002, quando perdeu para Lennox Lewis por nocaute no oitavo assalto. Lutou até 2005, mas foi apenas uma sombra do que fora em novembro de 1986, aos 20 anos de idade, ao se sagrar o campeão mundial mais jovem da história.