‘Não há mais diálogo de punhos. Virou um monólogo.’ Seu Newton Campos foi genial

‘Não há mais diálogo de punhos. Virou um monólogo.’ Seu Newton Campos foi genial

Conversar com o jornalista e dirigente sempre foi uma aula de boxe. Um privilégio. Imagino como seria tê-lo como editor de boxe na Gazeta Esportiva nos anos 70

Wilson Baldini Jr.

14 de fevereiro de 2022 | 10h28

 

Conversar com o seu Newton Campos sempre foi uma aula de boxe. Um privilégio. Imagino como seria tê-lo como editor de boxe na Gazeta Esportiva nos anos 70.

Seu Newton foi a primeira celebridade que conheci no boxe. Em 1987, toda segunda terça-feira do mês eu ia até a redação da Gazeta, na Alameda Barão de Limeira, para pegar um xerox do ranking do Conselho Mundial de Boxe.

Seu Newton foi amigo do meu tio-avô Orlando Della Nina, que também foi presidente da Federação Paulista de Boxe, inclusive responsável pela compra da sede atual na Avenida 9 de julho. Aprendi demais com o seu Newton, sempre simpático e muito bem informado.

Eu tive o prazer de ir a duas convenções do CMB (Buenos Aires-Argentina-1996 e Torremolinos-Espanha-1997) e vi o carinho e o respeito que o mundo do boxe tinha por ele.

“Está tudo complicado, mas vamos trabalhar para conseguir patrocinadores e fazer as nossas competições que são tão importantes. Não podemos parar”, disse seu Newton, para mim, durante a pandemia. A covid não acabou com a sua garra em promover o boxe.

Seu Newton merece um lugar no Hall da Fama do Boxe, em Canastota, Estados Unidos, onde Eder Jofre é o único brasileiro, desde 1992. Todas as homenagens serão poucas. “Baldini, nunca desista do boxe. Escreva e comente sempre. Eu estarei acompanhando”, esta sempre foi sua maneira de me deixar animado. Pode deixar, seu Newton. Descanse em paz.

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