Não podem acabar com o Ginásio do Ibirapuera, o nosso Madison Square Garden

Não podem acabar com o Ginásio do Ibirapuera, o nosso Madison Square Garden

É evidente que uma reforma precisa ser feita e faz tempo, mas destruir com todo aquele espaço é um desrespeito à história esportiva de São Paulo

Wilson Baldini Jr.

01 de dezembro de 2020 | 14h38

 

A notícia do fim do Complexo Esportivo do Ibirapuera caiu como uma bomba na cabeça de quem gosta e vive o esporte na cidade de São Paulo. Como o mal já foi feito só resta a este blog rezar para que o concessionário que venha a comprar a área de 91 mil metros leve até o fim, pelo menos, o projeto de construir uma arena multiuso para 20 mil pessoas no lugar do Ginásio do Geraldo José de Almeida.

O Ginásio do Ibirapuera é o nosso Madison Square Garden. Foi lá que grandes nomes do pugilismo nacional se apresentaram, com destaque para Eder Jofre no lendário duelo diante do britânico Johnny Caldwell, em 1962, com mais de 23 mil espectadores.

Como esquecer também de Servilio de Oliveira x Tony Moreno, de 1971; Adilson Maguila Rodrigues x James Quebra Ossos Smith, em 1987, ou da apresentação de Acelino Popó Freitas, em 2004, na retomada da carreira, após a perda do título mundial, em 2004.

Desde a década de 50, quando foi construído, o Ibirapuera foi o palco principal para grandes momentos da nobre arte nacional e também de várias outras modalidades esportivas. Reformas são necessárias, mas simplesmente acabar com ginásios, piscinas, pistas de atletismo é um crime contra o esporte.

Tudo o que sabemos sobre:

boxeGinásio do IbirapueraEder Jofre

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.