“O pay-per-view morreu”, disse Oscar De La Hoya com a entrada da DAZN no boxe internacional

“O pay-per-view morreu”, disse Oscar De La Hoya com a entrada da DAZN no boxe internacional

Empresa de streaming cobra US$ 9,99 por um pacote repleto de eventos esportivos, enquanto o "pague para ver" custa quase dez vezes mais para assistir a apenas um produto

Wilson Baldini Jr.

15 Dezembro 2018 | 19h58

 

As transmissões de boxe, assim como todos os demais esportes, passam por grandes transformações. O pay-per-view, que dominou os últimos 25 anos, vai ser ultrapassado nos próximos meses pelo streaming, com sua revolucionária utilização da internet.

“O pay-per-view morreu”, disse esta semana, em Nova York, Oscar De La Hoya, um dos maiores responsáveis pela venda de assinaturas pay per view nos anos 90 e 2000. Empresário do boxeador Saúl Canelo Álvarez, De La Hoya aposta tudo na parceria com a DAZN, maior empresa de streaming do mundo, que assinou um contrato de US$ 365 milhões por 11 lutas nos próximos cinco anos com o astro mexicano.

Canelo vai lutar pela primeira vez pela DAZN e espera-se que mais de dois milhões de pessoas comprem os direitos de ver suas lutas. A primeira, diante do britânico Rocky Fielding, neste sábado, é de graça.

Ver as lutas pela DAZN não depende mais que os canais de televisão comprem os direitos. Por US$ 9,99 por mês, o assinante vê uma série de lutas e mais um monte de produtos esportivos.

No Brasil, a DAZN entra em março, mas apenas, por enquanto, com jogos de futebol do Campeonato Italiano, Francês e da Copa Sul-Americana.