Orlando Martínez, primeiro cubano campeão olímpico de boxe, morre aos 75 anos

Orlando Martínez, primeiro cubano campeão olímpico de boxe, morre aos 75 anos

Ele levou o ouro na Olimpíada de Munique/1972, juntamente com o meio-médio Emilio Correa e do lendário superpesado Teófilo Stevenson

Wilson Baldini Jr.

24 de setembro de 2021 | 00h25

 

A trajetória de sucesso dos boxeadores cubanos no pódio olímpico começou em Munique/1972 com três medalhas de ouro no pescoço do galo Orlando Martínez, do meio-médio Emilio Correa e do superpesado Teófilo Stevenson.

Martínez, o primeiro cubano com uma medalha de ouro olímpica no ringue, morreu nesta quarta-feira em Havana, aos 75 anos, sofrendo de mal de Alzheimer. Seu título naquele dia na cidade alemã onde o gigante Stevenson começava a se tornar o boxeador mais famoso do mundo amador, teria outra conotação: Martínez deu a Cuba seu primeiro ouro olímpico em 68 anos depois daquele conquistado pelo esgrimista Ramón Fonst em 1904 nos Jogos Olímpicos de St. Louis.

Na ilha também foi comemorado como o primeiro prêmio olímpico de ouro da revolução de Fidel Castro. Em Munique, Martínez conquistou cinco vitórias antes de ser coroado: derrotou Wing Maung (Birmânia) por 4-1, Michael Dowling (Irlanda) 3-2, Ferry Moniaga (Indonésia) 5-0, George Turpin (Grã-Bretanha) 3-2 na semifinal e 5 a 0 sobre Alfonso Zamora (México) na final. Zamora se tornaria três anos depois um campeão mundial profissional da Associação Mundial de Boxe. Martínez foi olímpico três vezes: México/1968, Munique/1972 e Montreal/1976.

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