Por causa de um “ladrão”, boxe pode deixar de ser olímpico

Por causa de um “ladrão”, boxe pode deixar de ser olímpico

Casaque Gafur Rakhimov, presidente interino da AIBA, é ligado ao crime organizado

Wilson Baldini Jr.

04 de fevereiro de 2018 | 20h08

crédito: Pierre Albouy-Reuters

 

Fui alertado pelo meu amigo Marcelo Laguna, um dos melhores jornalistas esprotivos do País, que Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, ameaça retirar o boxe dos Jogos Olímpicos. Motivo: a indicação para que o casaque Gafur Rakhimov assuma a presidência da Associação Internacional de Boxe Amador (AIBA) interinamente, após o tailandês C. K. Wu ter sido afastado em dezembro por má gestão financeira.

Apesar de nunca ter sido processado, Rakhimov é apontado como o líder de uma organização criminosa chamada de “Os Ladrões”. Ele também tem seu nome em investigações por roubo, lavagem de dinheiro, extorsão e suborno.

O COI pediu à AIBA um relatório até o dia 18 de abril. Se o documento não for aprovado, o boxe pode ficar fora dos Jogos Olímpicos da Juventude este ano e dos Jogos de Tóquio-2020. Se sair da programação, não volta.

Depois dos Jogos Olímpicos do Rio, toda a comissão de árbitros da AIBA ficou suspensa para investigação. Nada foi descoberto. A história de problemas com os resultados em olimpíadas é muito extensa.

Se a moda pega, acho que não teremos mais Jogos Olímpicos.

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