Por que os Estados Unidos deixaram de ter grandes pesos pesados?

Por que os Estados Unidos deixaram de ter grandes pesos pesados?

Uma tese aponta que muitos norte-americanos grandes e fortes foram para o futebol americano e para o basquete. Será?

Wilson Baldini Jr.

24 de fevereiro de 2020 | 12h07

 

A derrota de Deontay Wilder para Tyson Fury ratificou a tese de que os Estados Unidos pararam de produzir grandes pesos pesados. Lutadores como Jack Johnson, Jack Dempsey, Joe Louis, Rocky Marciano, Floyd Patterson, Sonny Liston, Muhammad Ali, Joe Frazier, George Foreman, Ken Norton, Lary Holmes, Mike Tyson, Evander Holyfield, etc… não possuem herdeiros.

Com a queda de Wilder, apenas Michael Hunter e Charles Martin surgem em algumas listas, mas sem condições técnicas e físicas de honrarem o país em futuras disputas importantes. O ex-campeão Andy Ruiz Jr. faz questão de dizer que é mexicano.

A concentração de bons pugilistas na principal categoria da nobre arte está na Inglaterra. Tyson Fury x Anthony Joshua deverá estremecer o Estádio de Wembley ainda este ano. Daniel Dubois e Joe Joyce vão se enfrentar em Londres, dia 11 de abril.  À espera de uma oportunidade ainda temos Dillyan Whyte e Dereck Chisora.

O ucraniano Oleksandr Usyk, o neozelandês Joseph Parker, o alemão Otto Wallin, o croata Filip Hrgovic ou o búlagro Kubrat Pulev também estão por aí para prejudicar o caminho de futuros americanos que possam querer algo entre os pesados.

Por que os Estados Unidos não produzem mais pesos pesados? Uma tese aponta que muitos homens grandes foram para o futebol americano e para o basquete. Será?

 

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