Respeito total a Isaquias Queiroz, mas o prêmio de Melhor Atleta do Ano deveria ser de Hebert Conceição

Medalha de ouro do boxeador na Olimpíada de Tóquio foi a mais emocionante e sensacional conquistada pela delegação brasileira

Wilson Baldini Jr.

07 de dezembro de 2021 | 22h57

 

Respeito total a Isaquias Queiroz, mas o prêmio de Melhor Atleta do Ano deveria ser de Hebert Conceição. A medalha de ouro do boxeador na Olimpíada de Tóquio foi a mais emocionante e sensacional conquistada pela delegação brasileira.

Hebert Conceição conquistou a medalha de ouro na categoria dos pesos médios (até 75 quilos) nos Jogos Olímpicos, ao vencer, o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, por nocaute técnico, a 1min29 do terceiro assalto. Hebert, de 23 anos, natural de Salvador, repetiu o feito de Robson Conceição, campeão olímpico na Rio-2016.

Como se esperava, o ucraniano foi para o ataque desde o primeiro gongo. Encurtou a distância e não deixou Hebert se movimentar. Com isso, aplicou mais golpes e venceu os dois rounds para os cinco jurados. A disputa foi para o terceiro e último assalto com o brasileiro precisando de um nocaute para vencer a luta.

E o golpe salvador veio a 1min29 com um cruzado de esquerda espetacular de Hebert. O juiz Muhammad Arisa Putra Pohan, da Indonésia, paralisou o duelo. No boxe olímpico, os juízes são muito cautelosos e não deixam que o lutador seja castigado. Por isso, os nocautes são raros.

Como o golpe entrou de forma muito precisa e o ucraniano caiu imediatamente, o juiz nem abriu contagem e já decretou o nocaute técnico. No profissional, com certeza, o duelo teria prosseguimento.

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