Rigondeaux decepciona, mas Lomachenko vai ser um dos melhores da história

Rigondeaux decepciona, mas Lomachenko vai ser um dos melhores da história

Ucraniano é comparado a Muhammad Ali dos anos 60

Wilson Baldini Jr.

10 de dezembro de 2017 | 13h13

crédito: Divulgação-Top Rank

 

A luta entre Vasyl Lomachenko e Guillermo Rigondeaux tinha tudo para ser uma das melhores de todos os tempos, mas não foi. Muito por causa do cubano, que parece estar traumatizado depois de desertar durante o Pan do Rio, em 2007, e ter sido aterrorizado por Fidel Castro, antes de fugir para a Alemanha.

O cubano alegou uma lesão na mão esquerda, sofrida já no segundo round e queria piorado muito no quinto round. Ao final da luta, o pugilista foi levado a um hospital.

Rigondeaux não foi um adversário à altura de Lomachenko, que dominou o combate e só não demonstrou maior superioridade por não ter sido exigido pelo adversário. Sua velocidade nos braços, pernas, aplicação dos golpes e esquivas são exemplares.

No primeiro duelo profissional entre dois bicampeões olímpicos, o ringue do Madison Square Garden Theater só viu um boxeador em ação. Lomachenko só tem 11 lutas como profissional. Aos 29 anos, já foi campeão dos penas e superpenas. O projeto do ucranaino é ganhar cinturão também entre os leves e meio-médios-ligeiros.

“Ele é como Muhammad Ali foi nos anos 60”, disse o empresário Bob Arum, de 86 anos, 50 deles na organização de eventos de boxe.

Lomachenko ainda não pode ser comparado às lendas do boxe, mas tem tudo para chegar no mesmo patamar. “Rigondeaux é um rei do boxe. O melhor. Mas em sua categoria, Essa não é uma vitória da qual me orgulho”, disse o ucraniano.

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