Se Rose Volante fosse Neymar, a seleção brasileira não teria fracassado nas duas últimas copas

Brasileira perdeu para a irlandesa Katie Taylor, nesta sexta-feira, na Filadélfia, mas colocou tudo o que tinha em cima do ringue

Wilson Baldini Jr.

16 de março de 2019 | 03h27

 

Imaginem se Rose Volante morasse em Paris, treinasse em um dos clubes mais ricos do planeta, com os melhores médicos, fisiologistas, nutricionistas, preparadores físicos 24 horas do dia a sua disposição. Ela seria um fenômeno do boxe.

Pois vivendo no Brasil, com todo o preconceito que sofre o boxe feminino e com a falta total de apoio da imprensa e dos patrocinadores, a boxeadora paulista conseguiu disputar nove roundes com uma das melhores pugilistas de todos os tempos, nesta sexta-feira à noite, na Filadélfia, Estados Unidos.

Rose perdeu por nocaute técnico no nono assalto, mas merece todo o respeito por parte dos amantes da nobre arte nacional. Se a brasileira estivesse no corpo da irlandesa, o combate não teria chegado ao terceiro assalto. Tal a determinação demonstrada durante os quase 18 minutos de combate.

Se Rose fosse Neymar, a seleção brasileira de futebol não teria acumulado os vexames das duas últimas copas do mundo.

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