Teófimo López fala muito contra Vasyl Lomachenko. Corre o risco de repetir Ali, Broner, Hamed, Camacho…

Americano vai ter de provar dentro do ringue tudo que está falando fora dele. Duelo, por incrível que pareça, não deve ter transmissão para o Brasil

Wilson Baldini Jr.

16 de outubro de 2020 | 09h24

 

O experiente jornalista Eduardo Lamazón fez uma comparação muito interessante. Segundo ele, o fato de Teófimo López estar falando tanta coisa contra Vasyl Lomachenko antes do combate deste sábado o faz correr o mesmo risco que outros lutadores sofreram em épocas passadas. Esses boxeadores falaram muito e acabaram perdendo feio.

Lamazón lembrou Muhammad Ali contra Frazier, em 1971; Adrian Broner diante de Marcos Maidana (2013), Nassem Hamed frente a Marco Antonio Barrera (2001), Hector Macho Camacho na derrota para Julio Cesar Chavez (1992), além de Fernando Vargas quando perdeu para Felix Trinidad (2000) ou Wilfredo Gómez no duelo com Salvador Sanchez (1981). Todos eles falaram demais antes da luta e depois perderam.

López sabe do risco que está correndo, mas, ao mesmo tempo, usa este estilo agressivo e intimidador nas entrevistas para tentar tirar a concentração de Lomachenko. O resultado só saberemos neste sábado, em Las Vegas.

Não há previsão de transmissão da luta pela TV brasileira.

 

 

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