Tyson Fury é proibido de entrar nos EUA por suposta relação com líder do tráfico de drogas da Irlanda

'Porque eu tirei uma foto com um homem, isso não me torna um criminoso. Sou apenas um boxeador", disse o britânico, ao se defender das acusações

Wilson Baldini Jr.

18 de junho de 2022 | 13h53

 

O britânico Tyson Fury teve o acesso negado aos EUA por causa de suas supostas ligações com o chefe do crime irlandês Daniel Kinahan. O boxeador, de 33 anos, estava em Liverpool na sexta-feira à noite, assistindo a luta entre Nathan Gorman e Thomas Salek, no M&S Bank Arena, pelo título internacional dos pesos pesados da Federação Internacional de Boxe. Não se sabe quando ocorreu esta proibição por parte da imigração norte-americana.

“Porque eu tirei uma foto com um homem, isso não me torna um criminoso. Sou apenas um boxeador”, disse Fury, ao se defender das acusações de relacionamento com o promotor de boxe irlandês. “Isso não é da minha conta e eu não interfiro nos negócios de mais ninguém.” O lutador foi fotografado em fevereiro, em Dubai com Kinahan.

Kinahan é apontado como um chefe do tráfico de drogas na Irlanda pelo Supremo Tribunal de Dublin e, em abril deste ano, o Tesouro dos EUA impôs sanções a ele, seu pai Christy Kinahan e seu irmão Christy Kinahan Jr, bem como vários associados da família Kinahan.

O Departamento de Estado dos EUA também anunciou uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem à prisão e/ou condenação dos membros da família Kinahan.

Tyson Fury lutou pela última vez em 23 de abril quando derrotou o compatriota Dillian Whyte, no estádio de Wembley, diante de 94 mil pessoas, ao colocar em jogo o cinturão do Conselho Mundial de Boxe.

Logo depois, Fury anunciou sua aposentadoria, mas é esperado que ele retorne aos ringues no fim do ano ou início de 2023 para enfrentar o vencedor do  confronto entre Oleksandr Usy e Anthony Joshua, marcado para 20 de agosto.

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