Tyson Fury é um mal necessário para a categoria dos pesos pesados

Tyson Fury é um mal necessário para a categoria dos pesos pesados

Inglês falastrão acerta duelo com Deontay Wilder, campeão do Conselho Mundial de Boxe, e recoloca categoria dos pesos pesados de volta no noticiário mundial

Wilson Baldini Jr.

19 Agosto 2018 | 16h25

 

O inglês Tyson Fury tem 30 anos, mede 2,06 metros, pesa 115 quilos, está invicto e soma um cartel de 27 vitórias, 19 nocautes. É falastrão, gorducho e pensa que luta mais do que realmente luta. Mas é um mal necessário para a atual categoria dos pesos pesados.

Tyson Fury fala demais, tenta intimidar os adversários com exagero, mas não se pode negar que sabe agitar a principal categoria do boxe. Depois de ficar três anos fora dos ringues, retornou, fez duas lutas, diante de adversários fracos, mas já acertou um duelo contra o norte-americano Deontay Wilder para o fim do ano em Las Vegas, quando estará em jogo o cinturão do Conselho Mundial de Boxe.

Fury fez o que se queria que seu compatriota Anthony Joshua fizesse. “Fury precisa lutar com Wilder, que precisa lutar com Joshua e vice-versa”, disse Lennox Lewis, ex-campeão dos pesados, sabedor da importância que tem de os melhores medirem forças.

Para muitos, Fury não tem chances diante da violência de Wilder, mas não se pode menosprezar a inteligência do grandalhão britânico, que perdeu dez quilos entre dois meses dos combates com Sefer Severi e Francesco Pianeta – este último vencido por pontos, após dez assaltos, no sábado.

Com Fury, os pesos pesados estão de volta ao noticiário mundial. Para o bem do boxe.