Um aviso para Robson Conceição e Esquiva Falcão: Os cães ladram e a caravana passa

Um aviso para Robson Conceição e Esquiva Falcão: Os cães ladram e a caravana passa

Criticar o desempenho dos medalhistas olímpicos na nona edição do Boxing For You é não saber da dificuldade do que é fazer boxe no Brasil. A nobre arte jamais será derrotada

Wilson Baldini Jr.

30 de agosto de 2020 | 00h47

 

Não há como criticar o desempenho de Esquiva Falcão e Robson Conceição, neste sábado, na nona edição do Boxing For You, na Arena de Lutas, em São Paulo. Dois dos principais nomes da sofrida nobre arte brasileira na atualidade (o primeiro é o campeão mundial Patrick Teixeira), não nocautearam apenas seus adversários. Eles derrotaram também todos os males causados pela pandemia.

O boxe foi um dos poucos esportes a voltar suas atividades no Brasil no pior momento da humanidade em seus tempos modernos. Cada golpe dos nossos medalhistas olímpicos serviu para combater o isolamento, a depressão, a incerteza pelos quais estamos passando nesses quase seis meses.

Criticar os adversários de Robson e Esquiva é não saber da dificuldade do que é fazer boxe no Brasil. Se mexicanos, norte-americanos, ingleses e japoneses estão sofrendo neste período, o que podemos falar de nossos heroicos lutadores. Eles têm apoio de uma grande empresa (Top Rank), mas vivem em um país que não dá a mínima para o pugilismo.

Muitos paraquedistas criam teses para tentar menosprezar o trabalho de boxeadores que lutaram e lutam todos os dias para continuarem suas profissões da melhor maneira possível. Como é fácil criticar o boxe no país em que se prioriza a monocultura do futebol.

Robson e Esquiva tinham de lutar. Não interessa o resultado. Eles e o boxe estão de volta. O primeiro golpe foi dado e muitos outros virão. A nobre arte jamais será derrotada. “Os cães ladram e a caravana passa”. Sempre foi e sempre será assim.

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