Vítima de covid, Juan Domingo “Martelo” Roldán, astro do boxe argentino dos anos 80, morre aos 63 anos

Vítima de covid, Juan Domingo “Martelo” Roldán, astro do boxe argentino dos anos 80, morre aos 63 anos

"Monstro", apelido dado pelo lendário Carlos Monzón, fez combates memoráveis com Marvin Hagler, Thomas Hearns e Michael Nunn

Wilson Baldini Jr.

18 de novembro de 2020 | 19h07

 

O argentino Juan Domingo Roldán morreu nesta quarta-feira, aos 63 anos, vítima de complicações da covid-19. Desafiante três vezes ao título mundial, fez combates memoráveis com Marvin Hagler, Thomas Hearns e Michael Nunn e foi apelidado pelo lendário Carlos Monzón como “Monstro” por causa do enorme poder de punch.

Nascido em Freyre, pequeno município de Córdoba, Roldán viveu no campo e trabalhou em fazendas de leite, onde carregava em cada mão um galão de 50 litros. Tinha um físico muito forte forjado pelo trabalho duro do dia a dia, mas um coração do tamanho do mundo.

Não houve uma pessoa que falasse mal de Roldán dentro ou fora do boxe. Treinado pelos lendários Juan Carlos Lectoure e Amilcar Brusa, o “Martelo” foi muito cobrado. Lectoure chegou a quebrar a mão, ao socar a parede, após sua derrota para Hagler.

“Juan, você não me odeia nem um pouco? Sempre exijo mais de você quando você corre, quando treina, nunca fico satisfeito. Você não me odeia um pouco?”, perguntou Lectoure no fim de sua carreira. E Roldán, em voz baixa, disse: “Sério? Nem um pouco.”

Roldán lutou profissionalmente de 1978 a 1988. Venceu 67 lutas (47 por nocaute), perdeu cinco e empatou duas vezes.

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