Vítimas de GGG falam do poder de seus punhos: ‘Eu me senti paralisado por 30 segundos’

Vítimas de GGG falam do poder de seus punhos: ‘Eu me senti paralisado por 30 segundos’

Kell Brook, Matthew Macklin e Martin Murray contam como foi apanhar de Gennady Golovkin, que luta neste sábado, com transmissão do DAZN

Wilson Baldini Jr.

04 de outubro de 2019 | 09h30

 

Os britânicos Kell Brook, Matthew Macklin e Martin Murray revelaram para o canal Sky Sports como foi apanhar de Gennady Golovkin. Os pugilistas tentaram mostrar o que o ucraniano Sergiy Derevyanchenko vai enfrentar, neste sábado, no Madison Square Garden, em Nova York. O DAZN transmite a luta a partir das 20 horas.

“Algo saiu do meu estômago e levei meses de fisioterapia para empurrá-lo de volta”, lembrou Murray, que valentemente durou 11 rounds em 2015. “Meu nariz? Não há nada que eu possa fazer sobre isso. Eu quebrei meu nariz na luta, mas não dobrou por fora. Ele dobrou meu nariz por dentro. Eu ainda estou sentindo isso agora. Meu nariz nunca mais foi o mesmo nos últimos três anos e meio desde que lutei com ele. Quando me aposentar, vou precisar de uma operação – ele deve pagar por isso!”

Brook contou sobre a fratura no osso orbital (na face), sofrida durante os cinco violentos rounds de 2016. “É uma lesão comum em acidentes de carro, porque seu rosto bate no painel e quebra o osso na frente do seu rosto”, disse Dominic Ingle, treinador de Brook. “Quando ele chegou ao hospital, acho que o médico disse que mais um soco e poderia ter sido, não fatal, mas poderia ter custado a sua visão.”

As declarações de Macklin foram ainda mais impressionantes. Elesl lutaram três rounds, em 2013: “Ele carrega poder, cara. Nunca fui atingido assim no corpo. Senti-me paralisado por mais ou menos 30 segundos por causa da dor. Foi torturante”, disse o lutador, após apenas três rounds. “Ao longo dos anos, eu tinha sofrido alguns golpes duros no corpo e ficado sem fôlego, mas nunca caí. Desta vez eu não consegui aguentar. É diferente… apenas, diferente.”

E Macklin finaliza: “Senti o poder dele no primeiro assalto. Pensei: ‘posso lidar com isso’, mas não havia me preparado para aquilo. Ele não dá tempo para respirar e sua variedade de socos é muito grande. Tudo me impressionou”, afirmou. “Mas o que mais me dói é levantar de manhã, voltar para a cama e tossir!”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.