Wilder e Fury empatam na melhor luta entre pesos pesados nos Estados Unidos desde 2003

Wilder e Fury empatam na melhor luta entre pesos pesados nos Estados Unidos desde 2003

Título dos pesos pesados do Conselho Mundial de Boxe permanece com o pugilista norte-americano. Revanche não é descartada para 2019

Wilson Baldini Jr.

02 Dezembro 2018 | 06h37

O norte-americano Deontay Wilder manteve o cinturão mundial dos pesos pesados, versão Conselho Mundial de Boxe (CMB), após empate com o britânico Tyson Fury, neste sábado, no ginásio do Staples Center, em Los Angeles. Cada um dos três jurados viu a luta de uma forma. O mexicano Alejandro Rochin anotou 115 a 111 para Wilder, enquanto o canadense Robert Tapper apontou 114 a 112 para Fury. Já o britânico Phil Edwards viu empate em 113 pontos.
Os dois boxeadores, que permanecem invictos, não concordaram com o resultado, mas aceitaram a possibilidade de uma revanche no primeiro semestre de 2019. “Eu acho que venci a luta pelas duas vezes que o derrubei. Nós dois deixamos nossos corações noo ringue”, disse Wilder, que agora soma 40 vitórias e um empate. “Apesar da duas quedas, eu ganhei a luta. Jamais iria perder por nocaute esta noite, após passar tudo que passei nos últimos três anos”, afirmou Fury, referindo-se ao período em que teve depressão e tentou o suicídio. Ele soma agora 27 triunfos e um empate.
Wilder ganhou US$ 4 milhões de bolsa, enquanto Fury ficou com US$ 3 milhões. Além disso, os dois pugilistas ainda receberam uma porcentagem da venda de ingressos e pay per view, o que deverá elevar seus ganhos em pelo menos mais quatro vezes.
Desde o primeiro soar do gongo os 17.698 espectadores puderam acompanhar uma luta eletrizante em um ritmo intenso durante os 12 assaltos. Wilder tomou a iniciativa da luta, enquanto Fury sabia usar a sua melhor técnica para esquivas dos violentos golpes do adversário.
Para tentar diminuir a movimentação de Fury, Wilder passou também a atacar a linha de cintura. Já o britânico, com o passar do tempo, ganhou confiança, chegou a abaixar a guarda várias vezes e contragolpeou com eficiência.
Os roundes foram decididos nos detalhes, com os dois boxeadores acertando golpes duros e muito bem colocados. Wilder apresentou um “queixo” confiável e Fury demonstrou que o excesso de gordura na linha de cintura não era um problema.
Fury, por várias vezes, conseguiu frustrar o ataque de Wilder, mas sofreu duas quedas, sempre causadas pela estupenda direita de Wilder. A primeira vez foi no nono assalto e a segunda no décimo segundo e último round, quando o norte-americano chegou a festejar a vitória.
Fury demonstrou muito “coração”, se levantou e ainda teve forças nos momentos finais do combate para segurar o ímpeto de Wilder e tentar um último ataque.
A maioria da imprensa especializada apontou Fury como vencedor da luta e criticou o jurado mexicano Alejandro Rochin  por ter apontado Wilder como o vencedor dos quatro primeiros roundes.
“Nó provamos que somos os melhores pesos pesados do mundo. Eu adoraria uma revanche em minha próxima luta. Vamos fazer o que os fãs querem ver”, disse Wilder. “Estou 100% de acordo com uma segunda luta. Nós somos os melhores pesado do planeta”, afirmou Fury.
Com estas declarações, Wilder e Fury aproveitaram para cutucar o britânico Anthony Joshua, campeão pela Associação Mundial, Federação Internacional e Organização Mundial de Boxe. O empresário Eddie Hearn disse depois da luta que vai apresentar uma proposta “irrecusável” para Wilder lutar dia 13 de abril com Joshua no estádio de Wembley, em Londres.
Wilder x Fury foi apontada como a melhor luta entre pesos pesados nos Estados Unidos desde o triunfo do britânico Lennox Lewis sobre o ucraniano Vitali Klitschko, em 2003, também no Staples Center, em Los Angeles.

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