A dupla que está afundando a Seleção

Mano Menezes e Andres Sanches não merecem os cargos que ocupam

Jornal da Tarde

01 de outubro de 2012 | 22h03

Que saudade dos tempos em que a Seleção era amada pelos torcedores, temida pelos adversários e não precisava fazer campanha para pedir apoio e aplausos pelos campos do Brasil… A realidade hoje, em que somos obrigados a aturar o professor de educação física Mano Menezes e o cartolão Andres Sanches – que fez o desserviço ao futebol brasileiro de colocar o ex-técnico do Corinthians no lugar do Dunga –, é triste e preocupante.
Cada vez que o Mano divulga uma lista de convocados nos deparamos com nomes estranhos que não deviam estar ali. Em dois anos no cargo ele já convocou quase um time inteiro do Corinthians, como se o Timão fosse uma máquina de jogar futebol que enchesse os olhos de quem gosta de espetáculo: Cássio, Leandro Castán, Ralf, Paulinho, Fábio Santos, Elias, Jucilei e Douglas. Quem vai ser o próximo? “Maestro” Danilo? Jorge Henrique? Faça-me o favor…
Na última lista apareceu o nome do Kaká, o bom moço que mal joga no Real Madrid. Fico pensando aqui com os meus botões que o Mano deve ter um olheiro infiltrado no clube espanhol que enxerga muito…
O José Mourinho vê o Kaká treinar todo dia e o considera o reserva do reserva na posição, atrás de Özil e Modric, mas o olheiro do Mano cantou que ele está voando nos treinos e o “professor” acreditou. O presidente do Real Madrid deveria mandar o Mourinho embora e botar o informante do Mano pra dirigir o time, porque esse sim sabe das coisas. E deve ser bem mais barato do que o treinador português.
Já escrevi no meu blog e vou repetir aqui: se o Kaká negou fogo em 2006 e 2010, alguém acha que em 2014, mais velho e com um monte de lesões na bagagem, ele vai arrebentar?
A volta de um veterano que já queimou a lenha que tinha para queimar mostra que o “professor” está perdido, e que sempre recorre a um medalhão quando sente o nó apertando seu pescoço. Daqui a pouco vai chamar o irresponsável Felipe Melo, Maicon, Lúcio…

Para completar o quadro tenebroso, o Mano não define o time, não dá padrão de jogo e não gosta de futebol bem jogado. Aquele show de bola em cima dos Estados Unidos na sua estreia foi sorte de principiante, porque de lá para cá o time nunca chegou perto do que fez naquele dia. O “professor” gosta mesmo é de operários.
E os adversários que a CBF arruma para a Seleção? Gabão, Egito, China, África do Sul, Iraque, Japão… Um pior do que o outro.
Alguém aí consegue ver uma luz no fim do túnel?

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