Joel e Tite foram mal

Jornal da Tarde

16 de fevereiro de 2012 | 16h28

   Vi a rodada de quarta-feira da Libertadores e fiquei muito decepcionado com os senhores Tite e Joel Santana, comandantes dos times de maior torcida do Brasil.
   Na véspera do jogo com o Lanús, que é um time comum, o Joel estufou o peito e disse que o Flamengo ia jogar para ganhar “porque é um clube muito grande”. E aí o que ele fez? Escalou um meio de campo com Airton, Maldonado, Willians e Renato Abreu. Queria ganhar ou entrou para não perder? Com esses quatro é duro ver um drible ou um passe que não seja burocrático. E depois do jogo vem o Papai Joel dizer que estava feliz com o ponto ganho fora de casa…
  Dá um tempo, professor! Esse negócio de falar uma coisa e fazer outra pega mal. E o Mengão, por sua história e sua tradição, tem obrigação de jogar para a frente em qualquer campo.
  Na Venezuela o Corinthians foi uma tristeza, e precisou da maldita bola parada para escapar da derrota no último minuto. Com a bola rolando, o time foi uma negação em termos de criatividade.  Agora, pior do que o futebolzinho mostrado foi aquela vibração exagerada do Tite depois do gol do Ralf. O que é aquilo? O cara surtou, parecia que tinha a Copa do Mundo. E na verdade tinha acabado de conseguir o empate com o sexto colocado do Campeonato Venezuelano…
  Para mim essa vibração é um grande teatro para valorizar o “espírito guerreiro” do time e jogar pra torcida. Perder para o Táchira seria uma vergonha enorme, e empatar foi uma vergonha só um pouco menor.
 Menos, Tite, menos.

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