Libertadores se ganha jogando bola

Robson Morelli

09 de fevereiro de 2012 | 17h47

A Libertadores mal começou e já está em cartaz o festival de besteiras sobre a competição. Uma das coisas que mais me irritam é ouvir treinadores dizendo que “a Libertadores é guerra”, que para ganhá-la é preciso ter “espírito guerreiro” e que não dá para jogar bonito. Isso nada mais é do que um pretexto para justificar a preferência pelos brucutus e pela falta de ousadia. Como sempre digo, o jeito mais fácil de ganhar é ter em campo os jogadores mais habilidosos e jogar no ataque.

Essa conversa de “guerra” pra cá e “raça” pra lá costuma ter consequências perigosas. Viram o que aconteceu no jogo do Fluminense contra o Arsenal? O Wagner entrou na pilha e foi expulso, e no finalzinho o Leandro Euzébio surtou e pisou num argentino pra mostrar que é macho. Na verdade, só mostrou ser trouxa.

Senhores treinadores, trabalhem para colocar na cabeça de seus jogadores que para ganhar qualquer competição, incluindo a Libertadores, é preciso jogar bola. Correria, carrinhos, trombadas e pancadas não levam a lugar nenhum.

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