O risco de ser preguiçoso

paulocaju

26 de julho de 2012 | 18h14

A postura do Brasil no segundo tempo da partida contra o Egito não é digna de um time que quer ganhar a medalha de ouro. E menos ainda de um grupo que vive falando em “entrega” e “determinação” . Não é possível um time que faz três gols em meia hora ser tão preguiçoso  como foi na segunda metade do jogo.
Quando se enfrenta uma equipe fraca como o Egito (os coitados não jogam desde fevereiro porque o campeonato do país foi cancelado por causa da violência) o negócio é meter gols sem piedade. Se fez três no primeiro tempo, entra pra fazer mais três no segundo. Isso mantém o adversário acuado e faz os próximos te respeitarem mais. Além disso,  é muito mais gostoso jogar no ataque para fazer mais gols do que ficar em campo esperando o tempo passar.
Tomara que o susto de ontem sirva de lição para o Mano e seus jogadores. Quando o adversário está bambo, tem de pisar no pescoço dele. Deixar respirar e recuperar o fôlego pode ser perigoso.

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