A convocação e Barueri como (única) saída para a seleção feminina

A convocação e Barueri como (única) saída para a seleção feminina

Bruno Voloch

17 de junho de 2020 | 09h04

O COB, Comitê Olímpico Brasileiro, não caiu na real.

Só os dirigentes acreditam que algum país irá abrir as portas para o BRASIL nesse momento. Claro que não. A tendência é que todos sigam a linha Trump e isolem a gente do mundo.

Incluindo Portugal.

E cá entre nós, estão corretíssimos.

O jeito será se virar por aqui mesmo.

O blog tem informações que José Roberto Guimarães pretende convocar a seleção mesmo sem qualquer possibilidade de realizar amistosos nesse momento. Treinar é o máximo que ele pode fazer. E deveria.

Não no Rio, em Saquarema.

O menos arriscado seria reunir o grupo, no máximo 16, em Barueri, local privilegiado, bem estruturado e seguro. E óbvio restringir a entrada de pessoas, inclusive familiares e imprensa, com menos folgas evitando deslocamentos desnecessários.

Nem se existisse alguma seleção, certamente num momento de sandice, que aceitasse nos receber ou nos visitar, não existe clima e muito menos segurança para jogos.

E não falo de São Paulo, serve para o BRASIL de uma maneira geral.

A irresponsabilidade dos governantes ajuda. Aqui rapidamente a coisa se banalizou com praticamente tudo reaberto e flexibilização geral em plena subida da curva.

Ninguém conhece o topo.

Era abril, maio e agora junho. A falta de consciência e responsabilidade da maioria dos brasileiros, raríssimas exceções, contribuiu para essa tragédia.

Não compare Brasil com Polônia, Sérvia, Rússia e Holanda que estão treinando. É um erro.

Nossa cultura é outra.

Isolamento social pobre. A maioria não cumpre os decretos, máscaras servem como fantasia e registros de festas, bailes e aglomerações pelo país afora. Tudo errado.

Educação se pudesse resumir.

O BRASIL é uma equação difícil de resolver.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: