A diferença

A diferença

Bruno Voloch

18 de outubro de 2020 | 08h56

Contratada para decidir, Tandara fez a diferença no primeiro jogo da final do campeonato paulista.

No mais, Osasco e Bauru, ainda favorito ao título, foram iguais em praticamente tudo. Jogo tenso, marcado por leves provocações na rede e com muitos erros, acima da média, dos dois lados.

Arbitragem insegura, algo que tem sido normal, mas que não interferiu no resultado.

Osasco foi mais agressivo no geral.

Postura que surpreendeu Bauru.

Se tivesse tido mais concentração e regularidade no saque talvez nem precisasse de 5 sets para vencer. Mayany e Bia apareceram em momentos opostos mas foram igualmente decisivas. Camila Brait ganhou o primeiro duelo com Brenda.

Tainara, leve e sem a pressão de enfrentar José Roberto Guimarães, correspondeu enquanto esteve em quadra. Jaqueline e sua impecável regularidade, chamou a atenção pela liderança. Roberta não foi 100%, mas conduziu bem o time.

Bauru ainda não tem a Polina da temporada passada, mas ela vai chegar.

Tifanny, sobrecarregada e cada vez mais visada, continua sendo a bola de segurança para Dani Lins. Adenízia bem melhor que Mara.

Partida em que os técnicos atuaram bem fora de quadra, cada um dentro de suas características. Arriscaram, pouparam quando precisaram e sentiram na prática as limitações dos respectivos bancos.

Osasco não tem oposta reserva, que prejudica a talentosa Naiane. Mas foi interessante, independentemente de ter dado resultado, a entrada de Tainara no fim fazendo inversão. Gabi Cândido teve importante sequência no saque, mas quase entregou atrás e na frente. A central Paracatu entrou e saiu de quadra assustadíssima.

Anderson usou Tifanny na medida certa.

Lançou a eficiente e corajosa Maria Luiza e a menina por muito pouco não mudou o tie-break. A oposta Pamela, muito acima do peso, aparenta virtudes. Mas não há técnica que sobreviva sem condicionamento físico.

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