A imagem que fica e o legado de Rizola na Colômbia

A imagem que fica e o legado de Rizola na Colômbia

Bruno Voloch

10 de janeiro de 2020 | 08h57

O BRASIL passou perto de ter mais um representante no Japão.

A Colômbia, de Antônio Rizola, caiu para a Argentina por 3 a 1 em Bogotá e viu o sonho de jogar uma Olimpíada pela primeira vez ser interrompido. As argentinas irão aos jogos pela segunda vez consecutiva.

Mas a derrota não apaga o legado que Rizola deixa no país.

Trabalho que começou literalmente do zero e alcançou resultados expressivos em apenas 3 anos. Dá para afirmar sem sustos que o vôlei da Colômbia ganhou novo status desde a chegada dele em 2007. Rizola simplesmente transformou o esporte do país, revelou jogadoras e fez as colombianas serem conhecidas e respeitas.

Respeito esse que a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, e seus atuais dirigentes não tiveram com ele, um dos caras mais vitoriosos nas categorias de base do BRASIL. Por essas e outras que paramos no tempo.

Rizola teve a coragem de assumir o desafio de dirigir a Colômbia, um país sem a menor tradição no vôlei. O planejamento inicial falava em Paris 2024, mas o treinador quase antecipou os fatos. Bateu na trave.

O legado que fica é o mais importante.

O técnico deixa filosofia e identidade com inegável capacidade de crescimento. A maior prova foi ver o ginásio em Bogotá lotado os 3 dias de competição.

Certamente outras portas se abrirão para o técnico depois do ótimo trabalho realizado passando pela medalha de prata nos jogos pan-americanos de Lima em 2019.

Em contraste com a ascensão da Colômbia, o pré-olímpico mostrou a inacreditável e vergonhosa queda do tradicional vôlei do Peru, último colocado do continente.

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