A inacreditável falta de sensibilidade da CBV. Força, Chape!

A inacreditável falta de sensibilidade da CBV. Força, Chape!

Bruno Voloch

30 de novembro de 2016 | 08h38

A tragédia do voo da Chapecoense deixou o blog fora do ar ontem. Tudo que fosse postado seria irrelevante perto desse terrível 29 de novembro.

Era o mínimo deixar a página em branco.

Dia de muita dor para o jornalismo e esporte. Perdi companheiros de profissão como Deva Pascovicci e Mário Sérgio, que dividiram por anos transmissões no SPORTV comigo. Paulo Julio, conselheiro fiel e amigo, e Guilherme Van Der Laars, que me recebeu de braços abertos quando cheguei ao Extra/O Globo em 2011.

Que Deus possa confortar os familiares das vítimas, atletas, comissão técnica e diretoria da Chapecoense.

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Voltando ao vôlei, razão desse blog, não me surpreendi com a inacreditável falta de sensibilidade daqueles que comandam a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei.

Não existe clima no país para assistir nada relacionado ao esporte. Não pelos próximos dias. É evidente que a coisa não pode parar, mas aqueles que dirigem o vôlei brasileiro erraram e erraram feio ao não adiarem as duas próximas rodadas.

O blog tem informações de que a CBV sequer cogitou a hipótese de reprogramar as partidas.

Lamentável. Vergonhoso.

A CBV deveria tomar a CBF como exemplo. A CBV deveria se espelhar na NBA que não deixou de homenagear as vítimas.

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O que fez a CBV? Nada.

Manteve a tabela e simplesmente ignorou os últimos acontecimentos.

Esses profissionais que dirigem o vôlei do BRASIL esquecem que os protagonistas são os atletas. Só troca a modalidade.

Se fossem consultados e tivesses poder de decisão tenho certeza que todos ficariam em casa e se recusariam a jogar.

1 minuto de silêncio é pouco diante do cenário devastador.

Fica uma menção honrosa ao Minas, Osasco e Juiz de Fora que se manifestaram publicamente e mostraram solidariedade as vítimas.