A mesmice piorada da Superliga Masculina

A mesmice piorada da Superliga Masculina

Bruno Voloch

19 de janeiro de 2020 | 11h01

Perdeu a graça. E faz tempo.

Anda cada vez mais difícil falar da Superliga Masculina.

Nunca se viu tanto desequilíbrio. São simplesmente 4 meses para nada, apenas definir a ordem de chegada para Cruzeiro, Taubaté, Sesi e Sesc. O campeonato se limitou a isso.

Como os critérios para o rebaixamento não são respeitados e cai quem quer, Caramuru e Montes Claros cumprem tabela na maior cara de pau conscientes que serão último e penúltimo colocados. Mas e daí?

A boa e única surpresa da temporada é o correto e promissor Blumenau, que subiu, aparentemente anda com a situação regularizada, salários em dia e com chances reais de jogar os playoffs. A vitória no fim de semana diante de Campinas, outro clube parado no tempo e com prazo de validade, foi o melhor da rodada.

O Minas, a maior esperança de mudança no G4, não empolga e não dá sinal de que possa aprontar das suas.

A disparidade é tanta, que hoje, com apenas duas rodadas do returno realizadas, 8 pontos separam o quarto do quinto colocado e a tendência é a diferença aumentar gradativamente.

A solução é inovar, buscar algo mais atrativo, equilibrado, mudar o regulamento ou a Superliga Masculina perderá cada vez mais espaço.

Falar dela anda complicado. Espaço apenas quando os grandes se enfrentam, quando acontecerá em breve na famigerada Copa Brasil, e a crise interminável dos pequenos com os problemas conhecidos de estrutura e calote pelo BRASIL afora com o aval da CBV.

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