A moral e ética da CBV em julgamento nos casos Curitiba e Caramuru

A moral e ética da CBV em julgamento nos casos Curitiba e Caramuru

Bruno Voloch

17 de julho de 2020 | 10h31

Moralmente destruída, a CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, tem nas mãos com o casos do Curitiba/Vôlei e Caramuru, a possibilidade de minimizar o estrago perante a opinião pública e principalmente os jogadores.

Difícil dizer qual situação é pior.

Caramuru fez escola. Curitiba aprendeu.

Caramuru é reincidente e vem sendo acobertado pela CBV há muitos anos.

Curitiba, que até começou bem, não resistiu. Com os desmandos do vizinho de estado, se sentiu no direito de fazer o mesmo. Ou quase o mesmo.

A Comissão de Atletas, principalmente Rapha, levantador de Taubaté, tem se esforçado e trabalhado duro nos bastidores na tentativa de moralizar o vôlei brasileiro.

A tarefa não é fácil.

Rapha não pode desistir.

Seria a hora de outros ‘grandes’ aparecerem e botarem a cara na frente. Gente de status, leia-se, seleção. Mas seria querer demais.

A CBV, acostumada com a passividade daqueles que exerceram o cargo no passado, foi obrigada a ouvir os relatos das 5 jogadoras do Curitiba/Vôlei que não assinaram o fair play.

Por email, com cópia oculta, contaram em detalhes para a funcionária Cilda D’Angelis, o drama que passaram na temporada e os valores reais devidos, que evidentemente não batem com os recibos apresentados pela representante do clube paranaense.

Como de praxe, a CBV irá empurrar os casos para o jurídico, isso se Curitiba não abrir o cofre e pagar o que deve.

A entidade tem a chance de apagar os erros do passado e mudar, na marra, o regulamento. Para o bem do esporte. Manter Caramuru, após os fatos divulgados, é o mesmo de estar conivente com a sacanagem, assinar o atestado de incompetência, pisar em cima da classe e incentivar o calote.

Para CBV, a justiça não tem sido da ética, nem da moral, mas sim do capital.

Mas pode mudar.

 

 

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