A primeira final a gente nunca esquece

A primeira final a gente nunca esquece

Bruno Voloch

30 de setembro de 2017 | 08h56

Nem o mais otimista torcedor do Corinthians sonhava com algo parecido. Até mesmo os mentores do projeto, o líbero Serginho e o técnico Alexandre Stanzioni, não acreditavam que em tão pouco tempo o clube estaria disputando sua primeira decisão.

Ser finalista do campeonato paulista representa muito mais do que simplesmente a possibilidade de ser campeão estadual.

Não me recordo de trajetória semelhante.

E a classificação foi do jeito que o torcedor gosta e se acostumou no futebol. Nada é fácil para o Corinthians e no vôlei não foi diferente.

Talvez o fato de ter vencido em casa o primeiro por 3 a 1 tenha feito o time, inconscientemente, entrar relaxado para a segunda partida em Campinas.

Bastava vencer 1 set, mesmo perdendo no tempo normal, que o Corinthians estaria na final. E foi justamente o que aconteceu no Taquaral.

Campinas, com méritos, ganhou fácil o set inicial. Buscou o placar nas duas parciais seguintes e fechou o jogo com 3 a 0.

A impressão que dava é que dificilmente o Corinthians teria condição emocional de ganhar o golden set. Só que foi justamente o que aconteceu. E de virada.

Riad, no saque, deu a vaga ao time na decisão. O central acabou sendo decisivo a partir do vigésimo ponto e desequilibrou o set desempate.

Venha quem vier, Taubaté ou Sesi, o Corinthians será franco-atirador. Mas é bom não duvidar do peso dessa camisa.

 

 

 

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