A Sérvia o que é da Sérvia

A Sérvia o que é da Sérvia

Bruno Voloch

09 de setembro de 2019 | 08h04

Ver a Sérvia no ligar mais alto do pódio é uma imagem que virou rotina nos últimos anos.

O bicampeonato europeu conquistado no fim de semana em Ankara, na Turquia, comprova que a Sérvia é a seleção a ser batida no vôlei mundial. O time alcança o ápice da forma faltando um ano para a Olimpíada do Japão.

E é esse exatamente o único título que falta para coroar a geração de Tijana Boskovic e companhia, atual vice-campeã olímpica.

A Sérvia não foi tão brilhante na final apertada contra a Turquia.

Errou acima da média, sofreu no passe, hoje talvez a maior deficiência da seleção, e esteve ameaçada de perder o campeonato porque encontrou do outro lado um adversário inferior tecnicamente mas que na base da empolgação e apoio da torcida quase aprontou especialmente depois das entradas de Karakurt e Gunes.

A diferença é que a Sérvia, ao lado da China e dos Estados Unidos, é uma das seleções do mundo que conta com as famosas jogadoras diferenciadas.

No caso Boskovic, eleita MVP do Europeu.

E ela decide. A jogadora chamou a responsabilidade, pontuou em todos os fundamentos na final e saiu de quadra com 23 acertos.

Ognjenovic, levantadora extremamente habilidosa, tinha em Mihajlovic sempre a segunda opção. A Sérvia sentiu a falta da ótima Rasic no meio.

2019 foi, ou melhor, ainda é um ano recheado de competições. Zoran Terzic acertou no planejamento priorizando a classificação para a Olimpíada e o Europeu.

 

 

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