‘Agora é outro campeonato e nunca fomos campeões com 7 jogadoras’, diz Paulo Coco, técnico da seleção no Grand Prix

‘Agora é outro campeonato e nunca fomos campeões com 7 jogadoras’, diz Paulo Coco, técnico da seleção no Grand Prix

Bruno Voloch

22 de julho de 2015 | 08h32

Omaha, EUA.

Paulo Coco diz que não.

Garante que não se sente pressionado e não acha que essa seja a maior oportunidade da carreira como treinador. O desafio porém é grande e de muita responsabilidade. Afinal, substituir o treinador 3 vezes campeão olímpico não é tarefa para qualquer um.

Paulo Coco, atual técnico do Minas, é assistente e homem de confiança de José Roberto Guimarães há 12 anos.

Como a seleção acabou dividida por causa do Pan e do Grand Prix, o time que jogará as finais aqui em Omaha está sob comando de Paulo Coco.

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No último treino antes da estreia contra a China, nesta quarta-feira, dia 22, o treinador falou com o blog.

‘Não considero essa a maior chance da minha carreira. Já vivi desafios interessantes na vida profissional e estamos apenas focando na Olimpíada do Rio, por isso fizemos essa opção de dividir o grupo e botar muitas meninas para jogar. Elas precisam. Me sinto tranquilo e sem pressão’.

Paulo Coco manteve o discurso firme de Zé Roberto e foi direto com as jogadoras:

‘Aqui comigo ninguém ganha nada sozinha. Em seleção isso também não existe. Quero dizer que nunca o BRASIL foi campeão com somente 7 jogadoras e agora não será diferente. Vou precisar de todas vocês porque só assim vamos sair daqui com mais um título’, disse ele após o treino.

O técnico falou que é preciso ser adivinho para saber como os adversários irão enfrentar o BRASIL na fase final:

‘É complicado. A China abriu mão do Grand Prix e trouxe um time muito novo. Nem a Lang Ping (técnica) veio para Ohama. Não é a equipe titular e sim um grupo jovem mas que nos deu trabalho mesmo sendo sub-23. Não tem moleza e elas, assim como nós, ainda não perderam’.

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Paulo Coco falou dos demais finalistas e considera a seleção dos Estados Unidos favorita na reta final:

‘Os Estados Unidos são os favoritos. Jogam em casa, com torcida e pela relação apresentada o técnico vai ter muitas campeãs mundiais no grupo final. A Alisha, levantadora, está fora, mas tem duas ou três meninas novas muito boas de bola. A Rússia se enquadra no raciocínio da Itália. Não sabe se vai contar com a Goncharova, mas acho que vem mais forte do que na semana passada. A Itália será equilibrada. Quando jogamos contra elas em Catânia ambas as seleções estavam classificadas e não serve como análise. O Japão é um perigo sempre’.

Para Paulo Coco a ausência do BRASIL na Copa do Mundo do Japão, competição que será jogada em agosto e setembro, é ruim e reforça a tese de que nenhum torneio pode ser desvalorizado:

‘Essa é uma linha de trabalho nossa. Como não vamos poder jogar a Copa do Mundo porque já estamos classificados, infelizmente não poderemos enfrentar as melhores seleções completas. Nessa caso optamos em testar todas as convocadas e ter uma boa base de fundamento para 2016’.

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É nessa hora de decisão que Paulo Coco acredita que as jogadoras mais novas irão demonstrar até onde podem chegar:

‘Agora é outro campeonato. Apaga tudo. Muito mais pressão, cobrança interna, externa, mídia e é a hora de determinadas meninas mostrarem o verdadeiro talento e se poderão ser aproveitadas no futuro’.

O BRASIL abre a fase final do Grand Prix diante da China.

Hoje ainda jogam Itália e Rússia e Estados Unidos e Japão.

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