Alisha Glass revela mágoa com vôlei brasileiro e reconhece superioridade dos Estados Unidos

Alisha Glass revela mágoa com vôlei brasileiro e reconhece superioridade dos Estados Unidos

Bruno Voloch

27 de julho de 2015 | 15h28

Omaha, EUA.

Eleita melhor levantadora do mundial em 2014, Alisha Glass desfalcou a seleção dos Estados Unidos no Grand Prix.

Ainda se recuperando de um problema no tornozelo, quando atuava pelo Conegliano, da Itália, a jogadora fez questão de assistir todos os jogos da fase final da competição e conversou com blog:

Alisha jogou no BRASIL na temporada 2010/11 com a camisa do extinto Vôlei Futuro, de Araçatuba. O tema não agrada:

‘Não posso confundir as coisas. A experiência foi boa. Fui muito bem tratada pela torcida, pela comissão técnica e jogadoras. Acontece que quando quebrei o dedo da mão, fui operada e duvidaram da minha palavra. Os dirigentes acharam que eu tinha voltado para os Estados Unidos por vontade própria. Precisei provar que fiz cirurgia (mostra o dedo) algo rídiculo e desnecessário’.

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Alisha foi além:

‘O mais triste é que me pagaram o restante do contrato só 3 meses depois. Isso, como eu disse, após provar a gravidade da lesão’.

Por mais que tenha ficado decepcionada com os dirigentes do Vôlei Futuro na época, Alisha não descarta voltar ao país:

‘Claro que voltaria. Não existe atmosfera melhor do que a do torcida brasileira para se jogar uma partida de vôlei’.

Aos 27 anos, Alisha passou pela Polônia e Turquia. Ela fica sem a medalha do Grand Prix, mas deixa claro que a prioridade dos Estados Unidos é a Copa do Mundo do Japão:

‘Ganhar o Grand Prix nos dá ainda mais confiança. Mas queremos mesmo é garantir nossa vaga na Olimpíada do Rio em 2016. E a primeira oportunidade será através da Copa do Mundo em agosto no Japão’.

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A jogadora confirma que volta aos treinamentos em breve:

‘O Karch já sabe que estou praticamente recuperada. Vou treinar com o grupo, até porque não posso ficar muito tempo longe. A concorrência é grande aqui dentro. Não existe jogadora insubstituível’.

A rivalidade com o BRASIL é um assunto tratad0 com cautela. Alisha porém não esconde que gostaria de reencontrar o BRASIL na final olímpica no Rio:

‘Seria ótimo. Acho que elas conheceram um pouco mais da nossa capacidade no mundial da Itália. Hoje as coisas mudaram. A realidade é outra, especialmente desde a chegada do Karch e da olimpíada de Londres. Não teria cenário mais bonito. Sei o quanto a torcida do BRASIL gosta de vôlei e adoro jogar com ginásio cheio. A torcida contra não me incomoda, me motiva ainda mais. A gente se transforma lá dentro’.

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Algumas seleções deixaram de fora as principais jogadoras no Grand Prix. Alisha afirma que isso não diminui o mérito da conquista. Perguntada sobre quem seria hoje a melhor jogadora do mundo, ela não pensa duas vezes:

‘Hoje acho que a mais completa do mundo é a coreana Kim. Jogadora espetacular, completa em todos os fundamentos’.

 

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