Alívio de Tainara e vida sem Tandara

Alívio de Tainara e vida sem Tandara

Bruno Voloch

18 de novembro de 2020 | 08h41

Dois detalhes chamaram atenção na vitória de Osasco contra Barueri:

O aproveitamento de Tainara e o ‘não aproveitamento’ de Tandara.

A maneira como o time se comportou foi tão ou mais importante que o resultado de 3 a 0. Barueri é sempre um adversário complicado em qualquer circunstância, o que valoriza o placar.

A maioria achava, ou acha ainda, que faz sentido pelo passado recente, que não existe vida sem Tandara. Não é preciso enaltecer as qualidades da jogadora. Osasco depende sim dela, assim como qualquer time dependeria. A sensação porém é que talvez essa dependência seja exagerada.

Claro que foi apenas um jogo.

Não é comum porém ver Tandara sair de quadra só com 8 pontos e como quarta maior pontuadora do time. Na prática os números representam muito mais. Roberta foi a responsável pelo equilíbrio.

Sensibilidade.

A levantadora de Osasco teve sensibilidade. Percebeu que não era dia dela ou que não tinha necessidade de abusar como de hábito acontece. Agiu bem.

O vôlei é coletivo.

Quem melhor respondeu foi Tainara, destaque da partida.

Ela, mais do que ninguém, precisava jogar contra Barueri. Curiosamente, é o time que Tainara encontrou mais dificuldade e resistência desde que desembarcou em Osasco, obviamente pelo peso de cruzar do outro lado José Roberto Guimarães.

Para Tainara, sensação de alívio e literalmente dever cumprido.

A resposta dela explica diretamente o ‘baixo’ rendimento de Tandara.

 

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