Ameaça e sensibilidade zero em Taubaté

Ameaça e sensibilidade zero em Taubaté

Bruno Voloch

18 de março de 2016 | 09h05

Os árbitros. Sempre eles.

No caso específico de Taubaté e Minas eles felizmente não interferiram no resultado da partida, algo raro ultimamente.

O jogo transcorria normalmente e caminhava para um tranquilo 3 a 0 para Taubaté, o que de fato acabou acontecendo.

cbv_taubate-6

Um lance porém chamou atenção no terceiro set.

Cléber, ponta do Minas, bloqueou o cubano Sanchez e comemorou. Simples assim. Não fez nada de anormal. Aliás, anormal seria se Cléber, que entrou bem no jogo, não tivesse comemorado.

O jogador pode até, não acho, ter exagerado um pouco na dose, mas em nenhum momento desrespeitou ou gritou na cara de Sanchez.

Rogério Espicaçsky não leu assim. Viu algo que não existiu. Errou.

Bom senso, já diziam os antigos, é a qualidade de sensato. Ser razoável. Portanto, está associado à razoabilidade, à sensatez, ao raciocínio e à prudência. Tudo isso faltou ao árbitro no lance.

Além de estarem prejudicando constantemente algumas equipes, embora não escolham a vítima, os árbitros ameaçam perder o bom senso e o sentido de interpretação.

Era só o que faltava.

cbv_taubate-17

É preciso saber separar as coisas. Cuidado.

Tirar do atleta o direito de comemorar o ponto, e logo de bloqueio, é querer acabar com a emoção. É tirar o brilho dos olhos do jogador, aquele que justamente faz o espetáculo.

É uma autêntica ameaça ao esporte.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.