Anderson é reprovado e traído pelo ‘novo normal’ no primeiro teste

Anderson é reprovado e traído pelo ‘novo normal’ no primeiro teste

Bruno Voloch

15 de setembro de 2020 | 09h18

Nada surpreende vindo de Anderson Rodrigues.

Mas faltou habilidade e jogo de cintura ao técnico de Bauru.

Segundo consta, o treinador teria menosprezado publicamente a norte-americana Danielle Cuttino no amistoso disputado contra o  Minas recentemente em Belo Horizonte.

‘Uma menina que pega toda errada na bola’, foi a frase usada por ele. O comentário, levando-se em conta o linguajar usados pelos técnicos com as jogadoras em quadra, é mais comum do que se possa imaginar.

Acontece que os tempos mudaram.

O ‘novo normal’ para o esporte é sem público e ginásio vazio. O vôlei não foge à regra e nesse caso os técnicos, acostumados aos berros na beira da quadra, terão que se conter. Caso contrário, episódios como esse registrado no Minas, serão cada vez mais corriqueiros.

Se no calor da partida Anderson chegou a essa conclusão, direito dele, que guardasse o comentário e usasse ao pé do ouvido. Ele  não fez nenhuma coisa, nem outra, até porque a oposta terminou a partida, vencida pelo Minas por 3 a 0, como maior pontuadora.

Embora todos estejam ainda se adaptando ao ‘novo normal’, fica difícil defender e inocentar Anderson com seus antecedentes.

Anderson, para quem não lembra, é o mesmo cara que envergonhou o vôlei quando dirigia Brasília e pediu para suas jogadoras entregarem a partida contra o São Caetano em março de 2017.

Cá entre nós, profissionalismo e ética nunca foram o forte dele.

A pior ambição do ser humano é querer colher os frutos daquilo que nunca plantou.

 

 

 

 

 

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