Angela Leyva é o Pelé perto da Casanova

Angela Leyva é o Pelé perto da Casanova

Bruno Voloch

16 de fevereiro de 2020 | 08h30

É de chorar.

Olhando os números das atacantes de Osasco na derrota para Bauru, a conclusão que se chega é que ninguém derruba bola. E sendo assim, não dá mesmo para ganhar de ninguém.

Jaqueline, que foi contratada para tudo, menos para ser a atacante de definição do time, é a que tem exercido essa função. Contra Bauru a jogadora marcou 15 pontos e saiu com 62%, superando inclusive Polina e Tifanny em termos de aproveitamento.

Bjelica e Casanova juntas fizeram 9. Ellen 5. Vanessa 2.

16 no total, mesmo número de Tifanny.

Sarah terminou com 17.

E olha que o adversário era Bauru, que não vai chegar e assim como Osasco está muito atrás de Minas e Praia Clube, líder da Superliga.

Só no primeiro set Osasco teve 8 contra-ataques desperdiçados, o que talvez não mudasse a história do vencedor, mas sim do placar final.

E não tem essa de falta de confiança.

O que falta é jogadora para derrubar a bola no chão. Simples.

Osasco não tem, ou só tem Jaqueline, e se começar a exigir demais dela corre o risco de perder a atleta para os playoffs contra Bauru.

A saída é o aeroporto e uma mudança brusca na parceria com escolha das estrangeiras para o futuro.

Não deu certo. Aliás, não vem dando certo faz tempo. Para se ter uma ideia, a peruana Leyva, que muitos reclamavam, é o Pelé perto da Casanova.

O empresário que ofereceu a cubana e pior, convenceu Osasco, ganhou dinheiro. Deve estar rindo à toa, mas a farra está com os dias contados.