Após cirurgia, Claudinha se despede e fala com orgulho de Osasco: ‘Foi uma temporada de superação’

Após cirurgia, Claudinha se despede e fala com orgulho de Osasco: ‘Foi uma temporada de superação’

Bruno Voloch

22 de maio de 2019 | 09h21

Não foi o fim de temporada que Claudinha desejava. O terceiro lugar jogando com a camisa de Osasco porém é motivo de orgulho e vitória pessoal.

O que muita gente não sabe é que a jogadora sofreu para estar em quadra. Jogou no sacrifício, brigou literalmente contra as dores no calcanhar e se rendeu. Decidiu operar e entrar 2019/20 zerada.

Nesse papo com o blog, Claudinha explica o procedimento que foi submetida, quanto tempo ficará afastada, fala com carinho pela passagem por Osasco e não revela oficialmente que está de volta ao Praia porque tem contrato até 31 de maio.

O blog porém crava que a levantadora retornará ao vice-campeão da Superliga.

Claudinha diz que ainda sonha com seleção, comenta as convocações de Macris e Roberta e superficialmente os vários pedidos de dispensa.

Como está sendo a recuperação da cirurgia?

Graças a Deus estou me recuperando bem. Eu tinha a Síndrome de Haglund. É uma deformidade do calcanhar (osso do pé). É também conhecido como ‘esporão dorsal do calcâneo’, e com a carga de treino esse osso cresceu, inflamou e correndo o risco até de ocasionar uma lesão no tendão de Aquiles. Então o médico remover completamente o osso.

Por que você tomou a decisão de operar?

No começo passei por alguns médicos, achamos que não precisaria operar porque poderia desaparecer por conta de nunca ter tido essa lesão. Quando cheguei em Osasco fiquei um bom tempo afastada dos treinamentos e conseguimos dar uma zerada na inflamação e na dor. Só que com a carga dos treinos e jogos a inflamação voltou muito pior e chegou ao ponto de não conseguir treinar direito. Então novamente fiquei afastada o mês de janeiro inteiro e fizemos alguns procedimentos para melhorar e acabar a Superliga.

Quando apareceram os primeiros sintomas?

Os sintomas começaram aparecer na metade da temporada 2017/2018, a dor era mais no tendão de Aquiles e depois foi descendo, fizemos exames e vimos a Síndrome de Haglund. Mas ainda conseguia controlar com remédios e não deixei de treinar nenhum momento.

O que falar da sua temporada em Osasco?

Foi um temporada que amadureci demais, conheci e reencontrei profissionais que acrescentaram demais na minha vida e carreira.
Passamos por altos e baixos, mas só nós que estamos juntos nesse dia a dia, sabemos das dificuldades um do outro e do time.
Tenho certeza que todos envolvidos nesse projeto e na dedicação dessa temporada queriam ir além, mas ficamos felizes com essa medalha de bronze.

Quais as lembranças que você leva do projeto?

Assim como todas as temporada levo sempre as coisas boas, e analiso as ruins, levo os aprendizados que a vida nos trás, as pessoas boas que cruzam nosso caminho, mas uma coisa que essa temporada ficou marcada na minha carreira e vida, foi a superação, de mesmo sem estar bem fisicamente eu queria tentar dar o meu melhor e ajudar a equipe com o que pudesse.

Você está voltando para o Praia Clube?

Tenho contrato com Osasco Audax até final desse mês, então não posso dizer ainda.

Quando você estará apta para jogar novamente?

Acreditamos que entre 6 e 8 semanas já estarei apta pra voltar se Deus quiser.

Se a Claudinha não tivesse operado seria convocada?

Não sei dizer se seria convocada, mas estaria à disposição para buscar meu sonho e espaço na seleção.

Macris e Roberta são boas opções?

Acredito que estejam nesse ciclo algum tempo e crescem a cada ano. E levantadora quanto mais bagagem e experiência melhor.

Como você viu essa enorme quantidade de dispensas?

É difícil julgar. Sei de algumas lesões e só cada um para saber o que é melhor para si. A temporada é pesada tanto fisicamente quanto emocionante e estar na seleção acredito ser o sonho de quase todos os atletas.