Após pedir demissão da CBV, Carlão se defende: ‘Não sou alpinista e não trabalho sob desconfiança’.

Bruno Voloch

08 Janeiro 2018 | 18h29

Carlos Antônio Rios, o Carlão, conforme o blog informou, pediu demissão do cargo de presidente da COBRAV, Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol.

O dirigente retornou o contato do blog no fim da tarde.

Sereno, Carlão confirmou que o pedido foi aceito sem restrições pela entidade e que os responsáveis pela CBV, Confederação Brasileira de Vôlei, estranhamente, em nenhum momento questionaram sua decisão:

‘Expliquei ao presidente Toroca que não trabalho sob desconfiança e não sou alpinista. Não fui questionado. Tenho uma história de mais de 40 anos no vôlei e uma passagem marcante pela federação mineira. Não me agarro ao cargo. Se não estou agradando é simples. Alguém entra no meu lugar e a CBV faz a troca’.

Carlão deixou claro que a crise entre a arbitragem e a CBV, divulgada pelo blog, foi determinante para a demissão:

‘Existia muita pressão e gente graúda de olho no cargo que eu ocupava desde 2012. Minha função era administrativa e fazíamos sim um bom trabalho em todas as federações com a arbitragem. A coisa foge de controle quando passa a ser financeira e não depende de mim para resolver as exigências dos árbitros paulistas e gaúchos, aqueles que efetivamente reinvidicam aumento, justo diga-se de passagem, via seus respectivos representantes’.

Entenda o caso:

A CBV, procurada pelo blog, ainda não se pronunciou sobre a crise.