Banho do Praia Clube no Flamengo salva fim melancólico em Saquarema

Banho do Praia Clube no Flamengo salva fim melancólico em Saquarema

Bruno Voloch

01 de novembro de 2020 | 09h07

O Super 8 é para ser esquecido e enterrado.

O último dia foi bizarro com cenas patéticas antes da partida que refletem exatamente o que foi a competição.

Perfeito. Nada que pudesse ser escrito descreveria melhor o evento. Goteira, maresia, os envolvidos enxugando a quadra, aquecimento interrompido, ou seja, uma zona.

E os ‘jênios’ presenciaram tudo.

No fim das contas o Praia Clube respira aliviado. A conquista do Super 8 em Saquarema serve de consolo após a frustrante derrota na final do campeonato mineiro para o Minas.

Resultado merecidíssimo. Ganhar do Flamengo é sempre bom.

Jogo fácil, inteiramente dominado pelo Praia.

Para se ter uma noção, na final contra o Flamengo, o Praia Clube encontrou menos dificuldades do que na estreia diante do Curitiba e na semifinal quando passou por Osasco.

Evolução rápida, prevista e necessária.

É errado porém dizer que o Praia foi só Fernanda Garay.

Não.

A holandesa Anne Buijs surpreendeu. Suelen idem. A dominicana Martinez decisiva como de hábito.

O mérito maior porém foi da comissão técnica. Paulo Coco deu um banho tático em Bernardinho. O Praia sacou muito bem os 3 sets, o bloqueio tocou em todas os ataques do Flamengo e a defesa subiu 90% das bolas.

O primeiro Super 8, e provavelmente último, está bem entregue.

 

 

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