Barueri sem medo de ser feliz

Barueri sem medo de ser feliz

Bruno Voloch

07 de novembro de 2019 | 07h48

Dá gosto de ver Barueri jogar.

Corajoso e disciplinado taticamente, Barueri não se intimidou com a camisa pesada de Osasco na primeira partida da final do paulista e meteu um solene 3 a 0. Sem contestações e sem se intimidar com o que viu do outro lado.

O jovem time de José Roberto Guimarães pode até não conquistar o estadual, o que ainda é obrigação de Osasco, mas tem sido a melhor novidade nesse início de temporada. Como há muito não se via.

Mérito absoluto do técnico da seleção brasileira que conseguiu fazer uma equipe com orçamento infinitamente menor jogar de igual para igual com os grandes.

Enquanto Barueri mostrou variáveis no ataque graças ao bom aproveitamento no passe, Osasco foi o time de uma nota só: Casanova. O resto não viu a bola.

Não que a cubana tenha feito uma partida boa, mas se não fosse ela a coisa teria sido pior.

A diferença foi tão grande que Juma se deu ao luxo de poupar Lorenne no primeiro set e passou a usar sua principal atacante a partir da metade do segundo. No terceiro em compensação, ela acabaria sendo decisiva. Maira não apareceu tanto pelos números, mas foi extremamente eficaz. A líbero Nyme idem, dominando o fundo de quadra.

Independentemente do que aconteça na sexta-feira, Barueri já cumpriu com sobras seu papel. Foi além do que talvez a própria comissão técnica imaginava. Agora, com todo direito e mérito, quer mais. E pode sonhar.

Osasco não.

Sai do primeiro jogo devendo e muito. Abriu vantagem em todos os sets e foi engolido na parte final. Chegou a ter 22/15 no segundo e 21/19 no terceiro, isso sem falar nos 8/2 do primeiro.

As lesões de Ellen e Fernanda e o desentrosamento natural não podem ser usados como justificativa e tamanha apatia para um grupo tão rodado e experiente. Osasco entrou em quadra como se fosse mais um jogo e em nenhum momento parecia que estava decidindo o título estadual. Foi passivo, não teve postura, algo incomum por lá, e sem alternativas foi completamente dominado pelo adversário.

 

 

 

 

 

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