Bauru, mal escalado, se enrola e quase entrega no fim. Sorte que o Rio não é mais o mesmo.

Bauru, mal escalado, se enrola e quase entrega no fim. Sorte que o Rio não é mais o mesmo.

Bruno Voloch

23 Janeiro 2019 | 08h35

Poderia ter sido bem mais tranquila a classificação de Bauru em Marília.

O time paulista sofreu além da conta e quase entregou a classificação para o Rio. Sofrimento que pode ser justificado pela teimosia do técnico Anderson que deixou Tifanny de fora, só na cabeça dele, e pelo pouco convívio do clube em jogos decisivos.

Bauru avançou no limite, mas o torcedor não se iluda.

Sob comando de Anderson, é um time pouco confiável e muito irregular. O tie-break, quanto abriu 11/5, se enrolou e permitiu a reação do Rio, reflete exatamente o que foi a partida.

Sorte que o Rio não é mais o mesmo, aquele que se superava nas horas decisivas e adversidades, uma marca das equipes comandadas por Bernardinho

Essa não.

Talvez pela fragilidade do elenco com jogadoras cansadas como Juciely, que não rende mais, e o condicionamento físico ruim de outras tantas de um grupo que reagiu mas acabou batido no quinto set.

Só resta a Superliga para o Rio, que por um lado pode ser positivo para recuperar algumas jogadoras imprescindíveis ao time como Drussyla. Menos viagens, menos descolamentos e mais tempo de treinamento.

De qualquer forma ver o Rio fora é algo incomum.

Bauru tem motivos de sobra para comemorar, afinal é a primeira vez na história que avança para as semifinais de uma competição nacional.