Beleza não põe mesa e expõe fragilidade de Osasco no caso Tomé

Beleza não põe mesa e expõe fragilidade de Osasco no caso Tomé

Bruno Voloch

14 de novembro de 2019 | 08h15

O recente episódio envolvendo Fernanda Tomé, hospitalizada por causa de procedimentos estéticos, reabre uma antiga discussão no esporte.

Jogador não é artista.

O excesso de vaidade, direito dela e de qualquer outra atleta, extrapolou os limites da quadra. Ato inconsequente, irresponsável e sugere que o esporte deixou de ser prioridade para a citada acima. Isso sem contar no possível prejuízo técnico para o time, algo estranhamente minimizado pelo clube.

A bomba acabou estourando mais cedo do que se esperava nas mãos de Osasco que apostou na contratação da jogadora e que por sua vez tinha a chance da carreira.

É com ressaltar que o clube não deixou Fernanda isolada e deu toda assistência necessária mesmo a jogadora tendo feito o uso de botox por conta própria e risco antes de ser contratada.

Fernanda errou, acontece, mas não mediu as consequências.

Não é nenhuma juvenil e quando assina contrato é preciso entender as regras do jogo, estar ciente do compromisso que envolve todo um grupo de trabalho, torcida e milhões de reais investidos por empresas, que pagam o salário dela inclusive, mas para jogar vôlei e não se produzir.

Entenda o caso:

Passar a mão na cabeça, como Osasco fez, não resolve.

Osasco erra. E erra duas vezes.

Se fosse na Europa, Fernanda talvez nem fosse assistida e seria no mínimo multada ou em casos mais extremos teria o contrato rescindido.

Não é a primeira vez que Osasco investe mal, deixando de apurar o histórico de atletas com antecedentes, sem foco e eternas promessas. O episódio deveria servir de lição.

Os patrocinadores, que não são poucos, exigem respeito, profissionalismo daqueles que contratam e são contratadas, resultados, exposição digna, bom relacionamento e respeito com a mídia, algo que a jogadora desconhece e pior, passa por cima sem cerimônia.

É cedo para se falar em crise de administração, mas a pirâmide está invertida em Osasco e a Superliga mal começou.

 

 

 

 

 

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