Bendito Volkov e Renan maiúsculo.

Bendito Volkov e Renan maiúsculo.

Bruno Voloch

26 de setembro de 2018 | 19h01

Difícil citar um. Seria injusto, especialmente com Renan Dal Zotto.

Poderia ser William, Douglas Souza ou Wallace.

O técnico da seleção brasileira, esse sim, foi o grande responsável pela virada épica contra a Rússia por 3 sets a 2. Foi longe a melhor partida dele dirigindo o BRASIL em quase 2 anos.

Virada essa que começou e teve seu momento decisivo quando Volkov, ponta russo, resolveu tirar um sarro do time brasileiro após a Rússia fechar o segundo set.

Pecado mortal.

Naquele momento, mal sabia ele, Volkov estava trazendo o BRASIL para o jogo. Juntos vieram William, Isac e o até então desconhecido líbero Maique.

A Rússia viu ainda a transformação de Douglas Souza e Wallace.

Renan viveu seu dia de glória.

Tudo que tentou deu certo. Foi corajoso ao manter Bruno no banco, algo raríssimo e politicamente perigoso, e perfeito ao colocar Lucas Loh no quarto set que defendeu bolas importantíssimas que originaram contra-ataques.

Parou a partida com propriedade e foi cirúrgico nos pedidos de tempo.

A Rússia foi melhor em todos os fundamentos. Todos.

Arriscou tudo no saque e deu simplesmente 38 pontos para o BRASIL.

Só que o grande pecado da Rússia foi subestimar a tradição da seleção. Achar que a fatura estava liqüidada.

Caminhava para um 3 a 0, do jeito que a Sérvia faria com a Itália na sequência, mas esqueceu que era o BRASIL que estava do outro lado da quadra.

E aí…

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