Bernardinho poderia ter minimizado ‘Massacre em Uberlândia’

Bernardinho poderia ter minimizado ‘Massacre em Uberlândia’

Bruno Voloch

23 de abril de 2018 | 11h25

Por que Bernardinho não poupou as principais jogadoras quando o Praia abriu vantagem e encaminhou a vitória no terceiro set?

Essa é a pergunta que todo torcedor do Rio faz após o ‘Massacre em Uberlândia’, como está sendo chamado o dia em que o Praia goleou o Rio por 4 a 0 ganhando no tempo normal e no golden set.

É incompreensível que tenha faltado ao exigente e vitorioso treinador entender que se tratava de um novo jogo. Logo ele, tão experiente e que já vivenciou tantas situações adversas.

Aliás, esse parece ser o ponto crucial da discussão.

Bernardinho se agarrou a tradição do Rio. Só que foi pouco para conter a fúria do Praia. Ficou claro que a comissão técnica, com a  conhecida soberba insofismável, jamais imaginou que o Praia pudesse sair do buraco.

Vencer por 4 a 0 então seria uma tragédia. E foi.

No caso do Rio foi uma tragédia.

Um indício de que a coisa seria diferente foi o fato da costumeira pressão do lado de fora da quadra não surtir o tradicional efeito. A arbitragem, que errou no golden set, verdade seja dita, não cedeu e se manteve firme, algo raríssimo em se tratando de jogos envolvendo Bernardinho.

Talvez se tivesse recolhido as principais jogadoras na metade do terceiro set a história tivesse sido diferente. Talvez. Uma esperança que dando uma respirada, algumas delas pudessem comparecer no golden set.

Deixá-las em quadra era a senha que o Praia precisava para passar o carro por cima. E passou.

A impressão que ficou em Uberlândia é que se disputassem 10 sets o Praia venceria todos.

 

 

 

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