Blumenau é contra posição da CBV e acompanha maioria: ‘Não tem a menor condição de arcar com essa despesa’

Blumenau é contra posição da CBV e acompanha maioria: ‘Não tem a menor condição de arcar com essa despesa’

Bruno Voloch

03 de setembro de 2020 | 17h14

Blumenau é um dos caçulas da elite.

Garantiu acesso dentro de quadra, é bom que se diga, ao conquistar o vice-campeonato da Superliga B em 2018/19.

Embora não possa competir financeiramente com os gigantes Cruzeiro e Taubaté, o clube é considerado um dos mais organizados do BRASIL. Reflexo que veio com resultados expressivos, como por exemplo a sétima colocação na fase de classificação da competição que foi cancelada em março.

O blog conversou com o Luis Fernando Novaes, diretor-presidente do Apan/Blumenau e que terá o reforço da marca Eleva para a temporada 2020/21.

O tema, como não poderia deixar de ser, é a questão do protocolo para a Superliga envolvendo os testes para a Covid-19. Uma nova rodada de encontros virtuais está agendada. O dirigente deixa claro que a posição do clube acompanha a maioria dos clubes, exceção de Campinas que propõe, segundo o clube, divisor os custos com a CBV:

‘Considerando todas as perdas que os times estão tendo numa situação como essa e a frequência de testes que está sendo sugerida e será imposta ou obrigatória, a Apan/Blumenau é contra e não tem a menor condição de arcar com essas despesas’.

Ele explica que não poderá contar com os recursos que normalmente integram o projeto:

‘Nós teremos um grande prejuízo já que não poderemos contar com os nossos torcedores no ginásio, média de 3 mil por partida. Blumenau sempre contou com isso na composição das receitas, não só para pagar os custos dos jogos como também a folha salarial’.

Blumenau é pioneiro no programa sócio-levantador, primeiro do BRASIL e que funciona como cartão de desconto além de aproximar a torcida dos jogadores. O segmento também será afetado.

Novaes diz que Blumenau tem priorizado a saúde dos atletas, mas o cenário muda a partir do momento que o clube disputa uma competição oficial:

‘A gente tem testado periodicamente os jogadores. São 3 vezes por dia com os médicos diretamente envolvidos. Só que a partir do momento que a CBV fala em estabelecer uma rotina de testes a cada jogo ou a cada semana, isso se torna uma carga muito pesada para a gente. Para ser uma noção, nós gastaríamos de testes o equivalente a uma folha mensal. Nós entendemos que todo cuidado é importante, mas não podemos suportar. Se a CBV chegar a conclusão que essa demanda de testes é mandatória, necessária, eles terão que arcar com isso obviamente’.

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