Bolonha vai deixar saudades. Agora acabou a moleza, BRASIL.

Bolonha vai deixar saudades. Agora acabou a moleza, BRASIL.

Bruno Voloch

23 de setembro de 2018 | 21h37

Os dias de tranquilidade em Bolonha, onde a seleção masculina passeou literalmente, chegaram ao fim.

Renan se deu ao luxo de rodar o time, acertadamente, contra a Bélgica e colocou quase todo mundo brincar. Brincadeira que quase custou caro ao BRASIL que só venceu no tie-break, o que não mudou em nada a configuração final.

Agora coisa será para valer.

Nada de Austrália, Eslovênia e Bélgica, adversários inexpressivos e que serviram pelo menos para aumentar a autoestima de um time que chegou ao mundial desacreditado e credenciado ao título muito mais pela tradição, do que pelo vôlei apresentado desde que Renan assumiu.

Fato é que o BRASIL fez 1 jogo grande até agora na competição. Contra a França, curiosamente eliminada precocemente do torneio e que sequer vai ao final 6 em Turim.

Enquanto outros gigantes se engalfinharam, casos de Itália, Rússia, Sérvia e Polônia, o BRASIL não foi exigido. Talvez sem tanto rigor, dá para considerar o Canadá como teste interessante ainda na primeira fase.

Não foi por acaso que todos os adversários do grupo do BRASIL na primeira e segunda fases sobraram. Portanto, por mais que uns e outros exagerem no otimismo, é bom frear a euforia. Não é exagero dizer que 80% do que BRASIL fez e encontrou até agora pelo caminho não serve como parâmetro.

O crescimento surpreendente de Douglas Souza , esse sim, deve e precisa ser levado em consideração.

 

 

 

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